terça-feira, 25 de março de 2014

Boeuf Bourguignon Gaspar

Já há muito tempo pretendia partilhar no blog esta receita pela qual sou apaixonado, e preparo sempre que tenho convidados "especiais", e sempre que não também...
Esta receita tem origem em França, mais precisamente na região da Borgonha que nos brinda também com vinhos excepcionais. A primeira vez que comi este prato foi em Paris contudo na altura fiquei um pouco decepcioando, embora tenha percebido de imediato o potencial daquela combinação.
Passaram-se meses sem me lembrar de investigar a receita até que o Mickael me sugeriu um filme - Julie and Julia - e nessa noite reavivou-me a memória a receita que desde logo coloquei na lista de receitas a testar rapidamente.
Não foi fácil descobrir uma receita que assentasse na descrição que o Mickael faz da que a mãe dele preparava, mas depois de bastante investigação e várias provas, creio ter conseguido uma receita de fácil preparação, alguma técnica e muito, muito saborosa.
A carne deverá ficar muito tenra e saborosa com um molho espesso, escuro e cheio de sabores profundos, desde vinho tinto, cebola e sabores fumados, que se devem conjugar com um vinho tinto excepcional, quer para cozinhar a carne, quer para degustar a mesma.
Senhoras e senhores, Boeuf Bourguignon du Mr.Gaspar.

Ingredientes (para 6 pessoas)

1.5Kg de carne de novilho
2 cebolas médias (300g)
3 cenouras (250g)
3 dentes de alho inteiros sem casca
2 folhas de louro
400g de cogumelos Paris lavados e com pé cortado
1 garrafa de vinho tinto de boa qualidade (700ml)
1 colher de sopa de tomilho
1L de caldo de carne (1 caldo de carne de compra + 1L de água)
6 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de manteiga
250g de bacon fumado partido em cubinhos
2 colheres de sopa de salsa picada para polvilhar no final
Sal e pimenta preta moída na altura

Apesar de ser de fácil execução, é um prato com alguma técnica no início, depois faz-se praticamente sozinho.
Começamos pela carne, que deve ser partida em forma rectangular com cerca de 4cm por 8cm.
Depois de partida, devemos secar a carne com a ajuda de um pano ou com papel de cozinha.
Numa frigideira, saltear a cebola partida em quartos, cenoura e alho com duas colheres de azeite. Assim que a cebola tiver ganho um pouco de cor, retiramos e reservamos num prato.
Na mesma frigideira, em lume médio/alto colocamos duas colheres de sopa de azeite e uma de manteiga, fritamos a carne de cada lado, de forma a que fique bem dourada em ambos os lados. Esta operação não é mais do que selar a carne para que quando for cozer possa manter todos os seus sucos no seu interior, tornando-a mais saborosa e macia. Repetimos esta operação até que tenhamos terminado a carne, azeite e manteiga.
Num tacho de ferro fundido ou outro que queiram usar, colocam a cebola, cenoura, alho e carne.
De seguida acrescentam o tomilho, vinho tinto, sal e coloca-se em lume baixo a cozer por cerca de 2 horas, altura em que o vinho deverá ter desaparecido na sua totalidade ou quase.
Nesta altura acrescentamos o caldo de carne, pimenta preta e verificamos se necessita de rectificar o louro ou o tomilho e deixamos cozer em lume baixo cerca de 1h/1h30 altura em que deverá existir ainda um caldo escuro que servirá de molho para o acompanhamento.
Numa frigideira (pode ser a mesma do inicio), colocamos o bacon fumado e fritamos até que fique bem, bem dourado, depois acrescentamos os cogumelos e saltemos por cerca de 4 minutos.
Finalmente acrescentamos os cogumelos e o bacon à carne e deixamos cozer cerca de 10 minutos, apenas para que os sabores se misturem.
Antes de servir retificar todos os temperos.
Acompanha com batatas cozidas sem pele ou uma boa massa italiana como pappardelle.
Para melhor saborearem este parto, preparem-no de véspera, conselho sábio do Mr. Gaspar!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Brownies de chocolate com pêra

Sou fã incondicional de brownies, gosto da sua textura húmida, pesada, de forte sabor a chocolate. Já preparei inúmeras versões, de chocolate, com frutos secos, de caramelo, entre outros, no entanto os meus favoritos são os que juntam chocolate com pêra. Para mim é uma combinação fantástica.
Esta é uma receita que podem preparar em menos de uma hora, uma vez que apenas cozem no forno 25 minutos, e a sua preparação não demora mais do que 15 minutos.
Pessoalmente gosto de servi-los como bolo de aniversário ou como sobremesa acompanhados por um creme de chocolate ou bola de gelado de baunilha (ver no separador das sobremesas a receita do gelado contida na receita do crumble). No caso de servir como bolo de aniversário, dobro a receita e coloco num tabuleiro rectangular com cerca de 36cm, corto quadrados mais pequenos (cerca de 6cm por 6cm) e empilho num bonito prato com pé alto. Não há quem resista...

Ingredientes

100g de manteiga sem sal
140g de farinha de trigo
150g de chocolate preto, minimo 60% cacau
1 ovo
110g de açúcar branco
1 colher de chá de essência de baunilha
1 pitada de sal
2 pêras sem casca e partidas em pequenos cubos
Folha de papel vegetal
Tabuleiro quadrado com cerca de 20cm por 20cm


Ligar o forno a 175ºC.
Untar o tabuleiro com um pouco de manteiga e forrar com uma folha de papel de vegetal com o mesmo tamanho do fundo do tabuleiro.
Derreter o chocolate juntamente com a manteiga no microondas, vigiando a cada 20 segundos para não queimar. É muito importante vigiar esta parte pois se o chocolate atingir uma temperatura muito alta, ganha um sabor terrível. Quando estiver completamente derretido, colocar de parte para arrefecer.
Numa taça colocamos o ovo, açúcar, essência de baunilha e o sal, mexe-se para homogeneizar apenas, não é necessário bater muito pois não é suposto existir ar dentro da massa, o que estamos à procura é de uma massa pesada e densa.
De seguida incorporar o chocolate, mexendo somente para misturar, e finalmente a farinha e a pêra, mexendo sempre para obtermos uma mistura bastante densa, quase difícil de se bater à mão.
Colocar no tabuleiro e vai ao forno cerca de 25 minutos, altura em que se retira imediatamente e se deixa arrefecer dentro do tabuleiro.

domingo, 16 de março de 2014

Robalos no forno

É frequente assar peixe cá em casa, melhor seria se pudesse fazê-lo nas brasas, mas enquanto não tenho um jardim para o fazer, vou usando o forno para esse efeito.
Quando asso peixe no forno tenho uma regra que, muito, mas mesmo muito raramente quebro, assar o peixe coberto ou fechado em alumínio. Primeiro porque se cobrir e forrar o tabuleiro com alumínio não tenho que o esfregar no final e depois (esta é a razão principal) o peixe fica muito mais suculento, absorvendo melhor os "perfumes" que decidirmos acrescentar.
A receita que proponho hoje, pode ser preparada com outro peixe que quiserem. Não tem necessariamente que ser robalo, nem tão pouco têm que ser usados os mesmos "perfumes", o importante aqui é apenas o método, o resto dependerá da vontade de cada um.

Ingredientes (para 2 pessoas)

2 robalos frescos e limpos
1 pimento vermelho
1 colher de sopa de sementes de coentros
1 molho de coentros frescos
Raspa de 1 limão
Sal
Pimenta preta moída na altura
150ml de azeite

Ligamos o forno a 200ºC.
Forrar o tabuleiro com a folha de alumínio, deixando um pouco de sobra nas extremidades de forma a que quando colocarmos a folha superior consigamos fechar completamente, uma folha com a outra.
Na base, colocamos metade dos temperos aleatoriamente, pimento, coentros (secos e frescos), sal, pimenta, raspa de limão e azeite.
Colocamos o peixe em cima da "cama" de temperos e voltamos a repetir a mesma operação.
Finalmente, com a segunda folha de alumínio, fechamos o robalo numa espécie de embrulho mal conseguido.
Vai ao forno, cerca de 30 minutos.
Pessoalmente gosto de acompanhar peixe assado apenas com uma salada substancial, couscous ou quinoa.

domingo, 9 de março de 2014

Queques salgados

Acho que já disse isto antes, mas posso muito bem repetir, há uma satisfação qualquer que acho mesmo reconfortante em fazer queques, doces ou salgados. Em primeiro lugar são muito, muito simples de fazer, não requerem trabalho de braços, nem sequer técnica, apenas misturar (mal) os ingredientes secos e húmidos e no final obtemos uma dúzia de queques prontos a devorar.
Esta receita em particular, ocorreu-me depois de experimentar a mesma combinação de sabores numa massa, depois foi só tentar transpor a mesma combinação para enriquecer a massa dos queques. Gosto de comer isto como um petisco, a meio da tarde ou mesmo como prato principal acompanhado de uma boa salada de rúcula ou uma salada de mistura de folhas verdes.

Ingredientes

1 lata de cavala em conserva
1/2 pimento verde partido em cubos de 1cm por 1cm
12 tomates cherry partidos em fatias
75g de banha de porco derretida (pode usar-se manteiga ou azeite)
200g de farinha
2 ovos
150ml de leite
4 colheres de sopa de azeite.
3 colheres de sopa de "pesto alla genovese" de frasco
Sal q.b
Pimenta branca moída na altura q.b
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
2 colheres de sopa de salsa seca.
12 forminhas de queques (usei silicone)

Ligar o forno a 200ºC.
Numa taça, misturar os ingredientes secos numa taça grande e envolver. Os ingredientes "secos" são: farinha e fermento.
Numa outra taça, colocar os ovos, misturar com o leite, pesto, banha, azeite, sal e pimenta. Envolver bem com uma colher de pau e misturar a cavala e o pimento.
De seguida misturam-se os ingredientes das duas taças mas não se mexe muito, a ideia é apenas envolver e não bater a massa. Este é o segredo de uns queques fofos e leves, o facto de não incorporarmos muito oxigénio na massa.
Finalmente, reparte-se a massa pelas forminhas e decoram-se os queques com as fatias de tomate e a salsa.
Vão ao forno cerca de 25 minutos ou até estarem com um tom dourado.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tarte de pêra

Na minha opinião a pastelaria francesa é das melhores do mundo. Sempre que viajo para França sou surpreendido com mais um doce que não conhecia e ao qual me rendo completamente. Esta minha afeição pela doçaria francesa, deve-se em muito ao uso "desmedido" de manteiga, garante-lhe um sabor completamente diferente do que o da margarina, que é tão comum na pastelaria portuguesa.
No entanto, a receita desta tarte não resulta de uma viagem a França, mas sim da mistura de dois tipos de receitas que habitualmente preparo: tarte fine aux pommes e galette de rois com a substituição na primeira da maçã pela pêra. De comer e chorar por mais...

Ingredientes

1 embalagem de massa folhada de compra
4 pêras partidas em gomos finos com casca (podem retirar a casca caso não apreciem)
60g de amêndoas em pó
60g de açúcar
1 ovo
60g de manteiga
1 colher de sopa de manteiga de derretida
1 colher de chá de essência de amêndoa
1 colher rasa de farinha de milho
1 colher de sopa de açúcar demerara

Ligar o forno a 200ºC.
Estender a massa folhada num tabuleiro de forno e picar com um garfo.
Bater o ovo com o açúcar até que ficar um creme esbranquiçado.
Acrescentar a manteiga mole (60g), amêndoas, essência de amêndoa, farinha e batemos bem até termos uma massa homógena.
Vertemos este creme sobre a base de massa folhada e dispomos as pêras da mesma forma que se vê na foto.
Finalmente, com a ajuda de um pincel de cozinha, barramos as pêras com a manteiga derretida (uma colher de sopa) e polvilhamos com a açúcar demerara.
Vai ao forno até que fique bem dourada.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Sopa de batata doce e gengibre

Esta é mais uma daquelas sopas viciantes, quando a preparo já sei que não vou querer mais nada a não ser uma panela inteira desta sopa enquanto me deito no sofá para mais uma sessão de "House of Cards".
É bastante simples de preparar, mas a sua receita é um pouco diferente das que habitualmente preparamos em Portugal, ou seja, não se trata apenas de colocar os ingredientes e reduzir a puré, é necessário fazer um leve refugado para que consigamos obter um sabor mais forte e profundo.

Ingredientes

800g de batata doce descascada
2 cebolas médias descascadas e partidas às rodelas
100g de gengibre descascado
500g de abóbora
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de tomilho fresco (podem usar seco caso não tenham)
Sal e pimenta a gosto
Água

Numa panela de sopa colocar a manteiga, azeite, cebola e tomilho.
Deixar cozinhar cerca de 3 minutos em lume médio, o que se pretende é que a cebola fique apenas transparente.
De seguida, acrescentamos as batatas partida em cubos, a abóbora também partida em cubos, o gengibre, deixamos cozer, sem água durante mais dois minutos, vamos agitando com uma colher de pau.
De seguida acrescentamos a água, apenas a cobrir os legumes, não é necessário muita água pois a ideia é ter uma sopa espessa e cremosa.
Deixamos cozer em lume forte até que os legumes estejam muito bem cozidos. Nesta altura, reduzidos, com a ajuda de uma varinha mágica, a creme e acrescentamos o sal e pimenta.
Volta ao lume até ferver novamente.
Serve-se polvilhada com um pouco de tomilho e um fio de azeite.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Folhado de alheira

Tenho sempre algumas embalagens de massa folhada no frigorífico ou mesmo no congelador, tenho especial apreço por elas, uma vez que considero que podem "salvar vidas" em dias mais ou menos atarefados como os que ponteiam as minhas semanas. Da mesma forma que tenho massa folhada sempre à mão tenho também alheiras, não fizessem elas, muito frequentemente parte das minhas refeições, quer como entrada, quer como prato principal.
No caso da receita de hoje, pode muito bem ser uma entrada ou prato principal, no entanto prefiro pensar que se trata de um prato principal pois a alheira é substancial e acompanhada por uma boa salada verde compre o requisito para se apresentar como tal.

Ingredientes

1 alheira (pode ser de caça ou de bacalhau)
1 embalagem de massa folhada (usei rectangular)
1 gema de ovo mexida com uma colher de sopa de água
Ervas aromáticas secas a gosto

Ligar a forno a 200ºC.
Abrir a massa folhada e cortar em duas partes iguais, no sentido longitudinal.
Abrir a alheira e retirar o seu recheio para uma taça.
No centro de cada rectangulo colocar recheio de alheira, fazendo uma tira de carne ao longo de todo o rectângulo. Repetir esta operação para ambos os rectângulos.
Enrolamos agora os rectângulos de forma a fechá-los, para isto, basta fechar a massa da alheira com a massa folhada de forma a fazer um tubo de massa folhada com a massa da alheira.
Apertamos as pontas para que não saia o recheio.
Colocar uma folha de papel vegetal (podem usar a que veio com a massa folhada) num tabuleiro de forno.
Finamente pincelamos a parte superior de cada "rolo" com a gema de ovo e se quiserem podem golpear ligeiramente a massa folhada de forma a criar um xadrez, mas muito levemente para não furar a massa, a ideia aqui é apenas estética.
Colocam-se no forno por aproximadamente 30 minutos, ou até que estejam bem dourados.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pasta de azeitonas com doce de tomate

Depois de várias receitas de pasta de azeitona que procurei na minha memória para partilhar aqui, a que escolhi foi a última que preparei e, como muitas outras receitas, surgiu de uma acaso ou engano para ser mais preciso.
Há uns meses o Mickael, que é uma espécie de cientista no que toca à gastronomia, ou seja, faz as mais estranhas combinações e nunca consegue repetir uma receita duas vezes, preparou uma receita de pasta de azeitonas com doce de figo MARAVILHOSA.
Na última sessão para o blog, decidi preparar a receita do Mickael, no entanto sofreu algumas alterações.
No frigorifico havia um frasco de azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho que eu queria "despachar" e daí "nasceu" esta versão da receita inicial do Mickael.
Posso garantir que foi das melhores pastas de azeitonas verdes que comi pois é rica, intensa, complexa e fez as maravilhas de quem estava a fotografar.

Ingredientes

1 frasco de azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho
2 colheres de sopa de doce de tomate
1 dente de alho
1 colher de sopa de amêndoa triturada
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade possível (usei azeite de Malpica do Tejo, fantástico)
1 colher de sopa de oregãos secos
Sal
Pimenta preta moída na altura

Colocar todos os ingredientes no copo de um robot de cozinha e triturar até à consistência de uma pasta.
Servir com tostas ou torradas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bolo de aniversário do Mickael

Nunca apreciei os bolos de aniversário comprados em pastelarias, salvo raras excepções dos meus tempos de infância, por isso mesmo sempre que posso sou eu quem prepara os bolos de aniversário das festas onde vou e também de algumas onde não consigo ir...
Esta receita, apesar de ser um pouco elaborada, não é de todo complicada, muitas pessoas tendem a confundir entre uma receita complicada e uma receita trabalhosa, esta é apenas um pouco trabalhosa mas posso desde já garantir que compensa todo o esforço.

Ingredientes

Para a massa do bolo
200g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
70g de cacau magro em pó - por favor usem um bom cacau
230g de açúcar branco
180g de manteiga sem sal
1 colher de sopa de essência de baunilha
100ml de natas
120ml de água a ferver
2 ovos

Para o recheio
200ml de natas
200g de chocolate branco
2 colheres de sopa de framboesas
1 colher de chá de essência de baunilha

Para a cobertura
150g de chocolate preto
150ml de natas
1 colher de sopa de mel
Para a decoração do bolo
300g de framboesas frescas
2 embalagens de palitos de chocolate preto

Começar com todos os ingredientes à temperatura ambiente - isto é muito importante.
Pré-aquecer o forno a 180ºC
Forrar uma forma de mola (26cm) com uma folha de papel vegetal. Forrar as laterais com manteiga e depois cacau. Reservar.
No copo de um robot de cozinha, colocar todos os ingredientes à excepção da água a ferver, e triturar até se obter uma massa homogénea. De seguida, com a máquina a funcionar, acrescentar a água a ferver e continuar a triturar até que tenhamos uma mistura sedosa.
Verter este preparado para a forma e colocar no forno por cerca de 1h, mas podemos ir testando com um palito depois de 45 minutos.
Quando o bolo estiver cozido, retira-se do forno e deixa-se arrefecer.
Para preparar o recheio, derretemos o chocolate branco no microondas e vamos acrescentando as natas aos poucos.
As natas, em conjunto com o chocolate branco, tendem a ganhar uma consistência solida rapidamente. Quando o chocolate estiver bem homogeneizado com as natas, acrescentamos as framboesas, essência de baunilha e deixamos repousar.
De volta ao bolo, com a ajuda de uma faca que corte bem, fazemos um corte ao meio (sentido longitudinal do bolo) de forma a que tenhamos duas metades iguais.
Colocamos uma metade num prato de bolo e recheamos com o preparado anterior, alisando o mesmo de forma a termos a mesma altura em toda a superfície, e colocamos a outra metade do bolo por cima.
A cobertura prepara-se fazendo ferver as natas com o mel e vertendo posteriormente para uma taça onde anteriormente tenhamos colocado o chocolate partido em cubos. Mexemos até que o chocolate se derreta. Reservamos até que esteja frio para nessa altura vertermos sobre o bolo, alisando com uma espatula o topo e as laterais.
Finalmente, colocam-se os palitos de chocolate de forma a criar uma cerca em torno do bolo e espalham-se as framboesas no topo do bolo, dentro da "cerca".

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pasta com molho de pimentos assados

Há muitos anos que via frascos de pimentos assados no supermercado e me perguntava o motivo que levaria alguém a comprar pimentos assados em conserva e não os assaria em casa. Depois de muitas idas ao supermercado e mais trocas de olhares com frascos de pimentos, cedi ao charme da sua cor vermelho gritante e lá trouxe um frasco para casa.
O frasco ficou algum tempo guardado até que um dia abri e provei os pimentos.
Não eram maus, apesar de terem o sabor avinagrado das conservas e, na minha opinião, não serem adequados à substituição dos pimentos assados para acompanhar a sardinha, no entanto, planeei-lhes outro destino...

Ingredientes

500g de tagliatelle
1 frasco de pimentos assados de conserva (400g)
100g de requeijão
40g de manjericão
1 dente de alho
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade possível
50g de amendoas (moídas ou por moer)
Sal
Pimenta preta moída na altura

Começamos sempre pelo molho, esta é uma regra muito importante: o molho espera pela massa e não o contrário.
Colocam-se todos os ingredientes (à excepção da massa) num copo de robot de cozinha e trituram-se até obtermos uma textura granulosa mas homogénea. Reservamos até que a massa esteja cozida.
Para cozer a massa, há sempre a regra de usar 1L de água para cada 100g de massa, por isso, colocamos 5L de água numa panela a aquecer.
Quando estiver a ferver em cacho, adicionamos bastante sal e acrescentamos a massa, que deverá cozer de acordo com instruções de embalagem. Eu deixo cozer sempre um minuto a menos do que o indicado e apenas devemos começar a contar o tempo de cozedura depois que a água volte a ferver após a introdução da massa.
Finalmente, vertemos o molho sobre a massa, que deverá estar escorrida mas não completamente, deverá estar húmida, desta forma temos uma textura mais cremosa.
Serve-se acompanhado de parmesão ralado na altura.