domingo, 16 de março de 2014

Robalos no forno

É frequente assar peixe cá em casa, melhor seria se pudesse fazê-lo nas brasas, mas enquanto não tenho um jardim para o fazer, vou usando o forno para esse efeito.
Quando asso peixe no forno tenho uma regra que, muito, mas mesmo muito raramente quebro, assar o peixe coberto ou fechado em alumínio. Primeiro porque se cobrir e forrar o tabuleiro com alumínio não tenho que o esfregar no final e depois (esta é a razão principal) o peixe fica muito mais suculento, absorvendo melhor os "perfumes" que decidirmos acrescentar.
A receita que proponho hoje, pode ser preparada com outro peixe que quiserem. Não tem necessariamente que ser robalo, nem tão pouco têm que ser usados os mesmos "perfumes", o importante aqui é apenas o método, o resto dependerá da vontade de cada um.

Ingredientes (para 2 pessoas)

2 robalos frescos e limpos
1 pimento vermelho
1 colher de sopa de sementes de coentros
1 molho de coentros frescos
Raspa de 1 limão
Sal
Pimenta preta moída na altura
150ml de azeite

Ligamos o forno a 200ºC.
Forrar o tabuleiro com a folha de alumínio, deixando um pouco de sobra nas extremidades de forma a que quando colocarmos a folha superior consigamos fechar completamente, uma folha com a outra.
Na base, colocamos metade dos temperos aleatoriamente, pimento, coentros (secos e frescos), sal, pimenta, raspa de limão e azeite.
Colocamos o peixe em cima da "cama" de temperos e voltamos a repetir a mesma operação.
Finalmente, com a segunda folha de alumínio, fechamos o robalo numa espécie de embrulho mal conseguido.
Vai ao forno, cerca de 30 minutos.
Pessoalmente gosto de acompanhar peixe assado apenas com uma salada substancial, couscous ou quinoa.

domingo, 9 de março de 2014

Queques salgados

Acho que já disse isto antes, mas posso muito bem repetir, há uma satisfação qualquer que acho mesmo reconfortante em fazer queques, doces ou salgados. Em primeiro lugar são muito, muito simples de fazer, não requerem trabalho de braços, nem sequer técnica, apenas misturar (mal) os ingredientes secos e húmidos e no final obtemos uma dúzia de queques prontos a devorar.
Esta receita em particular, ocorreu-me depois de experimentar a mesma combinação de sabores numa massa, depois foi só tentar transpor a mesma combinação para enriquecer a massa dos queques. Gosto de comer isto como um petisco, a meio da tarde ou mesmo como prato principal acompanhado de uma boa salada de rúcula ou uma salada de mistura de folhas verdes.

Ingredientes

1 lata de cavala em conserva
1/2 pimento verde partido em cubos de 1cm por 1cm
12 tomates cherry partidos em fatias
75g de banha de porco derretida (pode usar-se manteiga ou azeite)
200g de farinha
2 ovos
150ml de leite
4 colheres de sopa de azeite.
3 colheres de sopa de "pesto alla genovese" de frasco
Sal q.b
Pimenta branca moída na altura q.b
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
2 colheres de sopa de salsa seca.
12 forminhas de queques (usei silicone)

Ligar o forno a 200ºC.
Numa taça, misturar os ingredientes secos numa taça grande e envolver. Os ingredientes "secos" são: farinha e fermento.
Numa outra taça, colocar os ovos, misturar com o leite, pesto, banha, azeite, sal e pimenta. Envolver bem com uma colher de pau e misturar a cavala e o pimento.
De seguida misturam-se os ingredientes das duas taças mas não se mexe muito, a ideia é apenas envolver e não bater a massa. Este é o segredo de uns queques fofos e leves, o facto de não incorporarmos muito oxigénio na massa.
Finalmente, reparte-se a massa pelas forminhas e decoram-se os queques com as fatias de tomate e a salsa.
Vão ao forno cerca de 25 minutos ou até estarem com um tom dourado.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tarte de pêra

Na minha opinião a pastelaria francesa é das melhores do mundo. Sempre que viajo para França sou surpreendido com mais um doce que não conhecia e ao qual me rendo completamente. Esta minha afeição pela doçaria francesa, deve-se em muito ao uso "desmedido" de manteiga, garante-lhe um sabor completamente diferente do que o da margarina, que é tão comum na pastelaria portuguesa.
No entanto, a receita desta tarte não resulta de uma viagem a França, mas sim da mistura de dois tipos de receitas que habitualmente preparo: tarte fine aux pommes e galette de rois com a substituição na primeira da maçã pela pêra. De comer e chorar por mais...

Ingredientes

1 embalagem de massa folhada de compra
4 pêras partidas em gomos finos com casca (podem retirar a casca caso não apreciem)
60g de amêndoas em pó
60g de açúcar
1 ovo
60g de manteiga
1 colher de sopa de manteiga de derretida
1 colher de chá de essência de amêndoa
1 colher rasa de farinha de milho
1 colher de sopa de açúcar demerara

Ligar o forno a 200ºC.
Estender a massa folhada num tabuleiro de forno e picar com um garfo.
Bater o ovo com o açúcar até que ficar um creme esbranquiçado.
Acrescentar a manteiga mole (60g), amêndoas, essência de amêndoa, farinha e batemos bem até termos uma massa homógena.
Vertemos este creme sobre a base de massa folhada e dispomos as pêras da mesma forma que se vê na foto.
Finalmente, com a ajuda de um pincel de cozinha, barramos as pêras com a manteiga derretida (uma colher de sopa) e polvilhamos com a açúcar demerara.
Vai ao forno até que fique bem dourada.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Sopa de batata doce e gengibre

Esta é mais uma daquelas sopas viciantes, quando a preparo já sei que não vou querer mais nada a não ser uma panela inteira desta sopa enquanto me deito no sofá para mais uma sessão de "House of Cards".
É bastante simples de preparar, mas a sua receita é um pouco diferente das que habitualmente preparamos em Portugal, ou seja, não se trata apenas de colocar os ingredientes e reduzir a puré, é necessário fazer um leve refugado para que consigamos obter um sabor mais forte e profundo.

Ingredientes

800g de batata doce descascada
2 cebolas médias descascadas e partidas às rodelas
100g de gengibre descascado
500g de abóbora
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de tomilho fresco (podem usar seco caso não tenham)
Sal e pimenta a gosto
Água

Numa panela de sopa colocar a manteiga, azeite, cebola e tomilho.
Deixar cozinhar cerca de 3 minutos em lume médio, o que se pretende é que a cebola fique apenas transparente.
De seguida, acrescentamos as batatas partida em cubos, a abóbora também partida em cubos, o gengibre, deixamos cozer, sem água durante mais dois minutos, vamos agitando com uma colher de pau.
De seguida acrescentamos a água, apenas a cobrir os legumes, não é necessário muita água pois a ideia é ter uma sopa espessa e cremosa.
Deixamos cozer em lume forte até que os legumes estejam muito bem cozidos. Nesta altura, reduzidos, com a ajuda de uma varinha mágica, a creme e acrescentamos o sal e pimenta.
Volta ao lume até ferver novamente.
Serve-se polvilhada com um pouco de tomilho e um fio de azeite.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Folhado de alheira

Tenho sempre algumas embalagens de massa folhada no frigorífico ou mesmo no congelador, tenho especial apreço por elas, uma vez que considero que podem "salvar vidas" em dias mais ou menos atarefados como os que ponteiam as minhas semanas. Da mesma forma que tenho massa folhada sempre à mão tenho também alheiras, não fizessem elas, muito frequentemente parte das minhas refeições, quer como entrada, quer como prato principal.
No caso da receita de hoje, pode muito bem ser uma entrada ou prato principal, no entanto prefiro pensar que se trata de um prato principal pois a alheira é substancial e acompanhada por uma boa salada verde compre o requisito para se apresentar como tal.

Ingredientes

1 alheira (pode ser de caça ou de bacalhau)
1 embalagem de massa folhada (usei rectangular)
1 gema de ovo mexida com uma colher de sopa de água
Ervas aromáticas secas a gosto

Ligar a forno a 200ºC.
Abrir a massa folhada e cortar em duas partes iguais, no sentido longitudinal.
Abrir a alheira e retirar o seu recheio para uma taça.
No centro de cada rectangulo colocar recheio de alheira, fazendo uma tira de carne ao longo de todo o rectângulo. Repetir esta operação para ambos os rectângulos.
Enrolamos agora os rectângulos de forma a fechá-los, para isto, basta fechar a massa da alheira com a massa folhada de forma a fazer um tubo de massa folhada com a massa da alheira.
Apertamos as pontas para que não saia o recheio.
Colocar uma folha de papel vegetal (podem usar a que veio com a massa folhada) num tabuleiro de forno.
Finamente pincelamos a parte superior de cada "rolo" com a gema de ovo e se quiserem podem golpear ligeiramente a massa folhada de forma a criar um xadrez, mas muito levemente para não furar a massa, a ideia aqui é apenas estética.
Colocam-se no forno por aproximadamente 30 minutos, ou até que estejam bem dourados.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pasta de azeitonas com doce de tomate

Depois de várias receitas de pasta de azeitona que procurei na minha memória para partilhar aqui, a que escolhi foi a última que preparei e, como muitas outras receitas, surgiu de uma acaso ou engano para ser mais preciso.
Há uns meses o Mickael, que é uma espécie de cientista no que toca à gastronomia, ou seja, faz as mais estranhas combinações e nunca consegue repetir uma receita duas vezes, preparou uma receita de pasta de azeitonas com doce de figo MARAVILHOSA.
Na última sessão para o blog, decidi preparar a receita do Mickael, no entanto sofreu algumas alterações.
No frigorifico havia um frasco de azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho que eu queria "despachar" e daí "nasceu" esta versão da receita inicial do Mickael.
Posso garantir que foi das melhores pastas de azeitonas verdes que comi pois é rica, intensa, complexa e fez as maravilhas de quem estava a fotografar.

Ingredientes

1 frasco de azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho
2 colheres de sopa de doce de tomate
1 dente de alho
1 colher de sopa de amêndoa triturada
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade possível (usei azeite de Malpica do Tejo, fantástico)
1 colher de sopa de oregãos secos
Sal
Pimenta preta moída na altura

Colocar todos os ingredientes no copo de um robot de cozinha e triturar até à consistência de uma pasta.
Servir com tostas ou torradas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bolo de aniversário do Mickael

Nunca apreciei os bolos de aniversário comprados em pastelarias, salvo raras excepções dos meus tempos de infância, por isso mesmo sempre que posso sou eu quem prepara os bolos de aniversário das festas onde vou e também de algumas onde não consigo ir...
Esta receita, apesar de ser um pouco elaborada, não é de todo complicada, muitas pessoas tendem a confundir entre uma receita complicada e uma receita trabalhosa, esta é apenas um pouco trabalhosa mas posso desde já garantir que compensa todo o esforço.

Ingredientes

Para a massa do bolo
200g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
70g de cacau magro em pó - por favor usem um bom cacau
230g de açúcar branco
180g de manteiga sem sal
1 colher de sopa de essência de baunilha
100ml de natas
120ml de água a ferver
2 ovos

Para o recheio
200ml de natas
200g de chocolate branco
2 colheres de sopa de framboesas
1 colher de chá de essência de baunilha

Para a cobertura
150g de chocolate preto
150ml de natas
1 colher de sopa de mel
Para a decoração do bolo
300g de framboesas frescas
2 embalagens de palitos de chocolate preto

Começar com todos os ingredientes à temperatura ambiente - isto é muito importante.
Pré-aquecer o forno a 180ºC
Forrar uma forma de mola (26cm) com uma folha de papel vegetal. Forrar as laterais com manteiga e depois cacau. Reservar.
No copo de um robot de cozinha, colocar todos os ingredientes à excepção da água a ferver, e triturar até se obter uma massa homogénea. De seguida, com a máquina a funcionar, acrescentar a água a ferver e continuar a triturar até que tenhamos uma mistura sedosa.
Verter este preparado para a forma e colocar no forno por cerca de 1h, mas podemos ir testando com um palito depois de 45 minutos.
Quando o bolo estiver cozido, retira-se do forno e deixa-se arrefecer.
Para preparar o recheio, derretemos o chocolate branco no microondas e vamos acrescentando as natas aos poucos.
As natas, em conjunto com o chocolate branco, tendem a ganhar uma consistência solida rapidamente. Quando o chocolate estiver bem homogeneizado com as natas, acrescentamos as framboesas, essência de baunilha e deixamos repousar.
De volta ao bolo, com a ajuda de uma faca que corte bem, fazemos um corte ao meio (sentido longitudinal do bolo) de forma a que tenhamos duas metades iguais.
Colocamos uma metade num prato de bolo e recheamos com o preparado anterior, alisando o mesmo de forma a termos a mesma altura em toda a superfície, e colocamos a outra metade do bolo por cima.
A cobertura prepara-se fazendo ferver as natas com o mel e vertendo posteriormente para uma taça onde anteriormente tenhamos colocado o chocolate partido em cubos. Mexemos até que o chocolate se derreta. Reservamos até que esteja frio para nessa altura vertermos sobre o bolo, alisando com uma espatula o topo e as laterais.
Finalmente, colocam-se os palitos de chocolate de forma a criar uma cerca em torno do bolo e espalham-se as framboesas no topo do bolo, dentro da "cerca".

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pasta com molho de pimentos assados

Há muitos anos que via frascos de pimentos assados no supermercado e me perguntava o motivo que levaria alguém a comprar pimentos assados em conserva e não os assaria em casa. Depois de muitas idas ao supermercado e mais trocas de olhares com frascos de pimentos, cedi ao charme da sua cor vermelho gritante e lá trouxe um frasco para casa.
O frasco ficou algum tempo guardado até que um dia abri e provei os pimentos.
Não eram maus, apesar de terem o sabor avinagrado das conservas e, na minha opinião, não serem adequados à substituição dos pimentos assados para acompanhar a sardinha, no entanto, planeei-lhes outro destino...

Ingredientes

500g de tagliatelle
1 frasco de pimentos assados de conserva (400g)
100g de requeijão
40g de manjericão
1 dente de alho
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade possível
50g de amendoas (moídas ou por moer)
Sal
Pimenta preta moída na altura

Começamos sempre pelo molho, esta é uma regra muito importante: o molho espera pela massa e não o contrário.
Colocam-se todos os ingredientes (à excepção da massa) num copo de robot de cozinha e trituram-se até obtermos uma textura granulosa mas homogénea. Reservamos até que a massa esteja cozida.
Para cozer a massa, há sempre a regra de usar 1L de água para cada 100g de massa, por isso, colocamos 5L de água numa panela a aquecer.
Quando estiver a ferver em cacho, adicionamos bastante sal e acrescentamos a massa, que deverá cozer de acordo com instruções de embalagem. Eu deixo cozer sempre um minuto a menos do que o indicado e apenas devemos começar a contar o tempo de cozedura depois que a água volte a ferver após a introdução da massa.
Finalmente, vertemos o molho sobre a massa, que deverá estar escorrida mas não completamente, deverá estar húmida, desta forma temos uma textura mais cremosa.
Serve-se acompanhado de parmesão ralado na altura.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Crumble do Amor com gelado de baunilha

Desde a primeira vez que comi crumble de maçã, que não consigo parar de imaginar que frutas, ou mesmo legumes, usar para prepara diferentes versões do mesmo. A receita de hoje é o reflexo disso mesmo, mas numa versão ainda mais rápida que o de maçã, uma vez que não temos que estar a descascar e partir absolutamente nada.
Os frutos vermelhos que uso são congelados e cumprem na perfeição a sua função, não é necessário o uso de frutos vermelhos frescos, além de que as misturas congeladas são mesmo o ideal para esta receita.
Confesso que apesar da receita ter sido pensada por mim, desta vez foi o Mickael que a preparou sob a minha supervisão. Apenas tive que dizer o que acrescentar tendo em conta a simplicidade da receita.
Como não podia deixar de ser o gelado foi também preparado cá em casa, e aqui eu tenho que insistir e implorar, façam esta receita completa, ou seja, o crumble e o gelado pois o resultado final é mesmo fantástico. O gelado demora 15 minutos a preparar sem NENHUM esforço e não precisam de máquina de gelados, o resultado desta receita fica super cremoso e cheio de sabor.

Ingredientes

1 embalagem de frutos vermelhos congelados
3 colheres de sopa bem cheias de açúcar
Raspa de 1 limão
1 colher de sopa de farinha de milho
1 Tabuleiro de 20cmx20cm de forno

Para o crumble (cobertura)
150g de farinha de trigo
100g de manteiga
50g de açúcar
1 colher de café de fermento
1/2 colher de café de sal

Para o gelado de baunilha
400ml de natas para bater
1 lata de leite condensado (400g)
1 vagem de baunilha ou 2 colheres de chá de essência de baunilha

O crumble:
Aquecer o forno a 200ºC
Colocar no tabuleiro de forno os frutos vermelhos, o açúcar, raspa de limão, farinha de milho e envolver bem.
Numa taça colocar a farinha de trigo, açúcar, fermento, sal e a manteiga, partida aos cubos, diretamente do frigorifico (é mesmo importante que esteja bem fria)
Com a ajuda de uma batedeira ou mesmo com as pontas dos dedos envolver bem todos os ingredientes de forma que se obtenha uma mistura com a textura de areia.
Colocar esta mistura em cima dos frutos vermelhos de forma a cobrir toda a superfície e não fiquem frutos de fora da mesma.
Colocar no forno até que esteja bem dourado.

O gelado:
Colocar as natas numa taça e bater durante 3 minutos na velocidade máxima.
Acrescentar a baunilha (se usarem uma vagem raspem o interior da mesma, guardando a vagem para aromatizar açúcar num frasco) e o leite condensado e bater até que tenham uma mistura cremosa que mantenha a sua forma.
Colocar numa caixa hermética no congelador.
Deve servir-se uma porção generosa de crumble morno com uma ou duas bolas de gelado.

Absolut Raspberry Sour

5cl de Absolut Vodka
4 framboesas
3 cl de sumo de limão
2cl de xarope de açúcar
2cl de clara de ovo
Gelo

Colocar todos os ingredientes num copo de shaker, encher com gelo e agitar durante 7 segundos.
Verter o conteúdo do shaker para um copo baixo "old fashion" cheio de gelo.
Decorar com duas folhas de menta e uma framboesa.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Linguados namoradeiros e batatas de leque

Tenho a sorte de ter descoberto, pela Patricia, onde comprar o melhor peixe da cidade e ao melhor preço - Praça de Benfica - senhor Correia - mesmo no centro do mercado. Para mim, levantar bem cedo para ir ao mercado ao sábado de manhã, não é um esforço, é um prazer e para conseguir ainda encontrar peixe tem que se estar na praça pelas 7h00. A essa hora há variedade e quantidade a preços verdadeiramente incríveis, estes linguados custam 4 a 5 euros o kilo e posso garantir que são da melhor qualidade.
No entanto, e porque sei que nem todos podem obter a satisfação de fazer uma visita ao mercado nesse horário, nesta receita podem usar qualquer linguado desde que seja fresco.
Sempre que preparo peixe no forno uso papel de alumínio, quer para forrar o tabuleiro, quer para fechar o peixe dentro do mesmo. Não só não têm que esfregar o tabuleiro no final (eu não sou masoquista, só às vezes) mas também porque o facto de fecharem o peixe em papel de alumínio faz com que este coza numa espécie de vapor e fica muito mais suculento.
Os temperos que usei são mínimos porque neste caso, tendo em conta que o linguado tem um sabor tão delicado, apenas pretendi acrescentar um sabor discreto que não interfere com o seu sabor original.

Ingredientes

2 linguados médios (250g cada)
Raspa de 1 limão
Sal com açafrão
Pimenta preta moída na altura
3 colheres de sopa de azeite
1 ramo de manjericão

Aquecer o forno a 200ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel de alumínio de forma a deixar suficiente nas laterais para depois "apertar" com a folha que vamos colocar por cima.
Colocar os dois linguados, já limpos, com a parte castanha virada para cima, no tabuleiro.
Espalhar em cima dos linguados o sal, pimenta preta, azeite e manjericão e fechar com a segunda folha de alumínio.
Colocar no forno por 20/25 minutos.

Esta foi uma das primeiras receitas que preparei quando decidi começar a partilhar com os outros (ciberneticamente falando) as receitas que preparava cá em casa. Na verdade o que me cativou foi o aspecto estético e não propriamente a combinação de especiarias e outros ingredientes que formam as batatas Hesselback, como são chamadas originalmente no seu pais de origem, Suécia.
Aqui decidi apenas usar o seu aspecto exterior e aromatizar com uma das minhas ervas favoritas - tomilho.
O nome que lhes dou aqui não fui eu que me lembrei, foi mesmo ideia de um casal amigo (Mónica e João) que decidiram rebatizá-las, eu adorei o novo nome...Obrigado!
A sua preparação é muito, muito simples e apesar de as nossas babatas assadas - as portuguesas - serem ainda mais simples, há dias em que é necessário um pouco mais de "brilho" na confecção de uma refeição, o 14 de Fevereiro é um deles.
Ingredientes (2 pessoas)

4 batatas médias (brancas ou vermelhas, usei brancas)
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de tomilho (usei fresco mas podem usar seco)
1 dente de alho
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade possível (usei Thyro)
1 colher de chá de pimenta preta moída na altura

Aquecer o forno a 200ºC.
Lavar bem as batatas.
Golpear as batatas, como se pretendêssemos cortar rodelas mas não totalmente, ou seja, não se corta a rodela até ao final, podem ver na foto o resultado que irá ajudar a perceber o que se pretende.
Numa tigela juntar o sal, tomilho, pimenta preta, azeite e alho picado e misturar bem.
Forrar o fundo de um tabuleiro de forno com a folha de papel vegetal e colocar as batatas com a parte em forma de "leque" para cima.
Pincelar as batatas com o molho preparado anteriormente e colocar no forno até que estejam bem tostadas.

Salada de rúcula e morangos

Para uma ocasião tão romântica como o dia 14 de Fevereiro não podia deixar de incluir morangos, o fruto mais romântico de todos, pela sua cor, forma e sabor, é o fruto indicado para a ocasião.
Para esta receita, pensei num contraste entre sabor forte, picante e intenso da rúcula e o sabor doce do parmesão e dos morangos com uma roupagem (molho) também com um sabor picante e doce ao mesmo tempo.
A preparação não podia ser mais simples, uma vez que o mais demorado é o molho e demora apenas uns minutos a preparar.
Ingredientes

100g de rúcula
8 morangos partidos
50g de lascas de queijo parmesão

Para o molho

1 colher de chá de mel
1 colher de chá de mostarda dijon
3 colher de sopa de azeite da melhor qualidade possível (usei Thyro)
1 colher de café de sal
1 colher de café de pimenta preta moída na altura

Numa taça grande colocar as folhas de rúcula, seguidas pelos morangos cortados e as lascas de parmesão.
Acrescentar o molho e envolver delicadamente.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Camarão dos namorados


Esta receita traduz tudo aquilo que pretendo numa receita para o dia dos namorados: simples, super saborosa, rápida, e libidinosa (na parte de comer os camarões à mão, como aliás devem ser comidos sempre).

Ingredientes (para um casal de namorados)

6 camarões tigre ou gambas de tamanho considerável
2 dentes de alho picado
1 colher de café de malagueta em flocos
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de pimenta branca
1 colher de sopa de raspa de limão
1 colher de sopa de gengibre fresco raspado
75ml de azeite da melhor qualidade (por exemplo, Thyro)


Aquecer o forno a cerca de 200ºC.
Num tabuleiro de ir ao forno colocar os camarões.
Acrescentar os restantes ingredientes sem qualquer tipo de ordem. A ideia aqui é mesmo o caos.
Envolver os camarões com a mistura de ingredientes.
Colocar no forno por cerca de 10/15 minutos.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tábua de tainas

Há dias que, de repente, nos aparecem em casa visitas inesperadas com as quais vamos ficar horas na conversa de volta de uma garrafa de um bom vinho tinto, aberto para a ocasião, e que também ele nos acompanhe na conversa.
Nestas alturas, embora a cozinha seja a divisão favorita da casa, não fico por lá muito tempo, apenas o suficiente para juntar, e cima de uma tábua, uma série de queijos e mais algumas coisas para acompanhar, como conservas e vinho.
O que aqui usei é apenas uma sugestão, na verdade esta tábua é apenas uma ideia para um jantar leve que pode ser acompanhado por uma sopa que tenham já preparada.

Ingredientes

1 queijo de cabra (cobri com pimenta preta e rosa)
1 queijo de mistura (ovelha e vaca)
1 queijo curado com colorau
1 queijo de cabra pasta mole
2 taças de azeitonas britas
1 taça com chutney ou doce
1 cesto de pão e tostas

P.s.: o chutney da foto foi um presente da Susana Rodrigues. Um muito obrigado, estava fantástico!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Frango exótico

Esta é uma óptima receita para se preparar quando queremos impressionar alguém num jantar em casa. Não exige grande esforço, é uma receita económica e com um resultado final fantástico, cheio de sabor e com uma textura cremosa.

Ingredientes (para 4 pessoas)

1 cebola
2 dentes de alho
1 malagueta fresca sem sementes (ou um pimento igualmente sem sementes)
75ml de azeite
1kg de peito de frango cortado em cubos
150g de manteiga de amendoim
500ml de caldo de galinha
1 colher de chá de açafrão da índia
1 colher de chá de coentros em grão esmagados
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de grãos de pimenta rosa
1 colher de chá de grãos de pimenta preta


Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Numa frigideira, colocar o azeite, cebola  e a malagueta, fritar cerca de 4 minutos, até que a cebola fique translúcida. Reservamos a cebola e a malagueta num prato fundo que possa ir ao forno.
Na mesma frigideira, colocar o restante azeite e aquecer em lume médio.
Fritar o frango até que fique ligeiramente dourado. Esta operação é apenas para que o frango não fique seco no forno, fritando-o, fica com uma espécie de "capa" que faz com que se mantenha tenro.
Juntamos o frango no prato que irá o forno e preparamos o molho.
Numa caçarola, colocar a manteiga de amendoim, caldo de galinha e especiarias, mexendo até que tudo se dissolva. Deixamos ferver cerca de 5 minutos e depois vertemos sobre o frango.
Finalmente coloca-se no forno cerca de 30 minutos.
Acompanha com arroz branco, de preferência basmati, com coentros picados.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pesto de tomate

A última vez que o Andrea cá esteve preparou uma série de molhos para massa, que me deixaram (mais uma vez) deliciado com a simplicidade e fantástico sabor da gastronomia italiana.
Confesso, que depois da portuguesa, a gastronomia italiana é a minha favorita. Esta é a primeira de muitas receitas de molhos para diferentes tipos de massas que pretendo partilhar uma vez que em menos de 20 minutos temos o jantar na mesa pronto para um belo repasto com o minimo esforço e máximo sabor.

Deixo um alerta para os não amantes de queijo: apesar desta receita conter cerca de 40g de queijo parmesão, na última vez que a preparei tinha à mesa 5 pessoas que odeiam queijo, no entanto todas elas comeram e repetiram...



Ingredientes (para 6 pessoas)


500g de massa tagliatelle
6/7 tomates sem pele nem sementes
2 dentes de alho
40g de queijo parmesão ralado
40g de manjericão
50g de amêndoa  (moída ou por moer)
4 colheres de sopa de azeite da melhor qualidade (frutado)
Sal
Pimenta preta moída na altura

Começamos sempre pelo molho, esta é uma regra muito importante: o molho espera pela massa e não o contrário.
Colocam-se todos os ingredientes (à excepção da massa) num copo de robot de cozinha e trituram-se até obtermos uma textura granulosa mas homogenia. Reservamos até que a massa esteja cozida.
Para cozer a massa, há sempre a regra de usar 1L de água para cada 100g de massa, por isso, colocamos 5L de água numa panela a aquecer. 
Quando estiver a ferver em cacho, adicionamos bastante sal e acrescentamos a massa, que deverá cozer cerca de acordo com instruções de embalagem. Eu deixo cozer sempre um minuto a menos do que o indicado e apenas devemos começar a contar o tempo de cozedura depois que a água volte a ferver após a introdução da massa.
Finalmente, vertemos o molho sobre a massa, que deverá estar escorrida mas não completamente, deverá estar húmida, desta forma temos uma textura mais cremosa.

Serve-se acompanhada por mais parmesão ralado, mas neste caso o não amantes de queijo, não lhe vão tocar...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Hummus de beterraba com grão

Esta receita foi "amor à primeira vista" num jantar em casa de amigos, onde a Sónia nos brindou com este delicioso e muito, muito simples hummus.
A sua cor, para os mais cépticos, poderá ser um entrave para a primeira colherada. No entanto, de olhos fechados, posso garantir que o sucesso será garantido.
Podem preparar como entrada com umas tostas, como enriquecimento de uma tábua de queijos ou ainda como jantar acompanhado por um (ou dois) copos de vinho.

Ingredientes

1 lata de grão de 400g
1 ou 2 beterrabas cozidas (usei duas, no entanto para quem não for fã do sabor de beterraba poderá ser demasiado)
4 colheres de sopa de azeite (da melhor qualidade possível, usei Thyro)
1 colher de sopa de tomilho fresco
Sal fino
Pimenta preta moída na altura
1 embalagem de cracker's ou tostas bem estaladiças.

Colocar todos os ingredientes (excepto as tostas) no copo de um robot de cozinha e triturar tudo até que tenhamos uma pasta cor-de-rosa bem vivo.
Servir fresco.
Conserva-se no frigorifico coberta com uma colher de azeite, por cerca de 5 dias.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sopa de courgette

Esta é possivelmente a sopa mais simples em termos de ingredientes e de metodologia que conheço, azeite, courgette, alho e água, nada mais.
O resultado final, posso garantir desde já, é surpreendente. É uma sopa com uma magnifica textura, com um sabor discreto, pouco pronunciado, mas muito apetecível.
Esta receita devo-a à Ninie, não lhe dei o devido crédito, pois uma sopa apenas com courgette, não me pareceu ser uma sopa com um sabor muito evidente, como a courgette não o é. Completamente enganado, deixo aqui o obrigado pois esta sopa é a base de várias outras sopas que desenvolvi da receita original.

Ingredientes

4 courgettes (cerca de 1,5Kg)
4 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho
1,5L de água
Sal
Pimenta

Lavam-se as courgettes e partem-se em cubos, não se retira a pele e não importa a forma e tamanho dos cubos.
Coloca-se o azeite e os dentes de alho descascados no fundo de uma panela de sopa e deixa-se fritar até o alho ficar ligeiramente dourado.
Acrescenta-se a courgette, deixa-se fritar ligeiramente (3 minutos) mexendo um pouco com uma colher de pau.
De seguida acrescenta-se a água, sal e pimenta e deixa-se cozer durante, mais ou menos, 20 minutos, altura em que a courgette já deverá estar cozida e pronta para ser reduzida a um creme com a ajuda de uma varinha mágica.
Servir quente com uma folha de manjericão.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Queques de maçã

Gosto particularmente de usar maçã em bolos, muffins, tartes, etc, e como já é certo e sabido, a canela é uma especiaria que liga na perfeição com o sabor da maçã. Nesta receita, essa química não é uma excepção.
Ao contrário do que muitos podem imaginar, fazer queques em casa é mais fácil do que pode parecer, basta termos presentes os ingredientes principais, ovos, farinha, óleo ou manteiga e leite ou iogurte e o resto pode alterar-se consoante o sabor que pretendermos na altura. 
A massa dos queques no geral não deve ser muito batida, aliás a melhor forma de se preparar queques é usar duas grandes taças, uma para os ingredientes secos e outra para os ingredientes húmidos.
No final é só misturar e mexer devagar para envolver bem, a ideia é não incorporar oxigénio de forma a obtermos uma textura fantástica.

Ingredientes 

2 maçãs descascadas e partidas em cubos bem pequenos
250g de farinha sem fermento
100g de açúcar
4 colheres de sopa de açúcar demerara
2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de sobremesa de canela
125ml de mel
60ml de leite 
25ml de óleo vegetal
2 ovos
75g de amêndoas com casca e partidas em pedaços

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Forrar as formas dos queques com manteiga e farinha (pode usar-se canela em vez da farinha).
Numa das taças colocar a farinha, o fermento e uma colher de chá de canela.
Na outra taça misturar os ovos, maçãs, açúcar, mel, leite e óleo.
Trituram-se metade da dose de amêndoas e misturam-se na taça dos ingredientes secos.
Numa pequena taça, colocamos a outra metade das amêndoas e o açúcar demerara.
É com esta mistura que se irá fazer a cobertura dos queques.
Misturam-se os ingredientes secos aos ingredientes húmidos, não deve mexer-se de forma a incorporar oxigénio, apenas mexer para homogeneizar a massa.
Finalmente dividimos a massa pelas formas e coloca-se a cobertura em cada uma levando-se ao forno por, mais ou menos, 20 minutos.
Estarão prontos quando tiverem uma fantástica cor dourada e o seu magnífico aroma já se tenha espalhado pela cozinha.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Tarte de courgette


Ingredientes

1 courgette grande
1 embalagem de massa folhada pronta a cozinhar
1 colher de sopa de azeite
3 colheres de sopa de parmesão ralado
2 colheres de sopa de alecrim picado
Raspa de meio limão
Sal e pimenta q.b.

Pré aquecer o forno a 200ºC.
Lavar a courgette e cortar às rodelas, com espessura de 3mm.
Estender a massa folhada num tabuleiro de ir ao forno, mantendo a folha de papel vegetal.
Colocar, dispersamente, na massa folhada o sal, pimenta, o parmesão e azeite.
De seguida dispomos as rodelas de courgette em cima da massa folhada com o formato que está na foto ou com qualquer outra disposição que pretendam.
Colocamos o alecrim e a raspa de limão uniformemente sobre a courgette.
Pessoalmente gosto de colocar um pouco mais de azeite na courgette antes de ir ao forno, mas deixo ao critério de cada um.
Finalmente colocamos no forno até que a massa folhada esteja bem dourada.
Deve servir-se quente.